Em 2011 com o tema “Mulher, Meio Ambiente e Desenvolvimento”, a segunda edição do prêmio superou as expectativas da equipe organizadora. Com o aumento de mais de 100% no número de inscrições, o Prêmio Odair Firmino de Solidariedade se insere nacionalmente no universo das premiações. Ao todo, a segunda edição recebeu 56 inscrições de todo Brasil. Em 2010 o número chegou a 27.

Naquele ano o prêmio teve o grande objetivo de trazer à tona todas as lutas e ações de mulheres organizadas em grupos, associações, cooperativas, que historicamente visam construir uma humanidade viva e em harmonia com a natureza.

Todos os inscritos foram submetidos a uma pré-seleção realizada pelos inter-regionais da Cáritas Brasileira. Após esta etapa, 16 experiências foram encaminhadas para o júri nacional que depois de uma criteriosa avaliação e análise, selecionou as três finalistas: Grupo de Produção Rural Serra Gavião (PI), A Luta das Mulheres Indígenas – Comisulba (BA) e Começar de Novo (MG).

Criada em2004, aComissão de Organização das Mulheres Indígenas do Sul da Bahia (Comisulba), nasceu a partir da luta das mulheres indígenas por igualdade de direito e melhor qualidade de vida para o seu povo, a organização tem se firmado também na luta por melhores condições de saúde, moradia e educação. A Comisulba vem trabalhando com a capacitação das mulheres para a liderança e hoje elas participam ativamente de audiências públicas com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Pelo trabalho com a capacitação de lideranças e organização das mulheres, a Comisulba conquistou o 1º lugar do Prêmio Odair Firmino de Solidariedade.

O 2º lugar ficou com “Começar de Novo” que é um dos projetos da Associação da Pastoral da Mulher Marginalizada (APMM). A associação tem como objetivo ajudar na emancipação e humanização das mulheres. O trabalho integra fortalecimento da auto-estima, cidadania e conhecimento sobre questões sociais, gênero, saúde e trabalho.

O 3º lugar ficou com a comunidade da Serra do Caju formada por 130 famílias que conseguiram a concessão para viver numa área há pouco tempo. Cada família recebeu três hectares, fruto de muitas lutas e conflitos com os fazendeiros. Em 1999, eles construíram uma casa de farinha e foi ali que tudo começou.

Com o Prêmio Odair Firmino de Solidariedade, a Cáritas Brasileira dá continuidade ao fortalecimento da mobilização da rede social a partir das experiências e ações coletivas que fazem emergir no dia a dia o protagonismo dos excluídos e excluídas, rumo a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e plural.

Veja a revista com as experiências pré-finalistas de 2011 AQUI

Assista o vídeo com as três experiências vencedoras em 2011